Apresentação

Poderes não-ocidentais como o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reivindicam uma maior voz na formação de normas globais. A sua crescente afirmatividade se soma a contestação de normas - prártica que provavelmente se tornará a regra, ao invés da exceção  -, enquanto o mundo se alinha em direção a uma nova ordem normativa. Em total contraste, a produção acadêmica sobre normas globais falha em abordar interações não-lineares conflituosas e ainda se mantém ligada a  modelos de difusão lineares, unidirecionais e ocidentais. Tentamos solucionar tal questão por meio de uma análise profunda e detalhada da evolução de normas e de conflitos normativos, focando em um caso crítico: a evolução da “responsabilidade de proteger” indivíduos de atrocidades em massa. Tal emergente e contestável norma desafia as fundações da existente ordem global, se tornando objeto de intenso debate. Reger pacificamente a transição para uma nova ordem global talvez seja a o maior desafio, não somente para uma Europa dependente do comércio que continua a se projetar como um “poder normativo”, mas também as perspectivas de ação coletiva a nível mundial.

Coordenador do projeto: Oliver Stuenkel

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